Estudo: “É tão bom fazer as pazes!”

Idéia principal: Saber perdoar e estar aberto ao diálogo são garantias para um bom relacionamento e amizade.
Nos momentos de irritação devemos nos acalmar e buscar a direção de Deus.



Texto bíblico: Salmo 133

Versículo do dia: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” Salmo 133.1

Comentário: Viver em comunhão é bem melhor que viver brigado. Uma situação difícil ou um desentendimento podem ser superados quando conseguimos perdoar. O respeito, a amizade e o perdão nos levam a viver em paz conosco mesmo e com as pessoas que estão ao nosso redor. Quico estava chateado por ter discutido com o amigo. Não queria orar e perdoar, pois sentia-se injustiçado com o que havia acontecido. Porém, lembrou-se dos bons momentos passados com o amigo e tudo o que estava por vir. Ele percebeu que a amizade valia mais e buscou a ajuda de Deus para perdoar.
Começar: Inicie a aula com uma atividade de recorte e colagem.


 Objetivo: Identificar situações de violência e de paz.
Disposição no espaço: sentados em círculo e/ou divididos em grupos de 5 participantes.
Recursos: papel pardo ou manilha, revistas e jornais, cola, tesoura, lápis e caneta hidrocor.

Atividade: converse com as crianças sobre algumas situações de violência e de paz do nosso cotidiano.
Provavelmente irão descobrir mais situações de violência do que de paz. Pergunte como se sentem
com estas situações. Após um tempo de diálogo, distribua o material e solicite que montem dois
cartazes, um com cenas de violência e outro com cenas de paz. Peça para que os grupos apresentem
os cartazes uns para os outros.

Encerramento: fale da importância de sermos mensageiros da paz e do amor. E que a esperança
nos motiva e movimenta para aumentarmos o quadro da paz!

Contar a história:
“É tão bom fazer as pazes!”
(Se possível, use fantoches ou bonecos para contar a história – peça a ajuda de outra pessoa. Interrompa a encenação e deixe as crianças pensarem no final da história. Comente as situações que surgirem e então conte o final da história.)

“Gustavo está de novo com a cara amarrada!” Era assim que a mãe de Gustavo falava quando ele chegava da escola nervoso. Ele entrou pisando no chão com muita força e bateu a porta do quarto. Sua mãe o seguiu e viu quando ele jogou a mochila de qualquer modo no canto da cama. Daquele jeito, um monte de lápis deve ter ficado sem ponta. Dava pra ver que ele estava mesmo muito bravo. A mãe quis conversar.
“O que aconteceu dessa vez?”, perguntou a mãe. “O Zeca não deixou eu jogar no time. E eu estava jogando direito, mas ele acha que eu não sei jogar. Eu quis até bater na cara dele, mãe,
porque o Zeca é muito metido!”, esbravejou Gustavo. “Mas ele vai ver comigo! Ele vai ver só!” A mãe do Gustavo achou melhor esperar que o menino se acalmasse para depois
conversar. Quando a gente está de cabeça quente, um bom conselho não vale pra nada!
Quando a noite chegou, a família do Gustavo se reuniu na sala para fazer a oração. Mas o Gustavo não queria orar, porque estava muito aborrecido com o amigo e não queria
perdoar. A vovó abriu a Bíblia e leu o salmo 133: “Que bom quando os irmãos vivem em união!” Gustavo ficou escutando, fazendo bico. Não queria fazer as pazes. O amigo
estava errado e não merecia perdão. Mas aí o pai perguntou: “Gustavo, o que você acha de perdoar o Zeca agora mesmo? O texto bíblico fala que é bom viver unido. Vocês são tão amigos!
Não pode deixar um problema assim atrapalhar… Se vocês não
fizerem as pazes, como é que vamos acampar juntos no fim de
semana? Até os peixes vão fugir com vocês brigando. Não vai ter alegria, nem
fogueira de noite, nem histórias pra contar.”
Gustavo começou a pensar nas coisas boas que fazia na companhia do amigo quando suas famílias acampavam juntas: brincar no rio, catar pedras coloridas, jogar bola… Ia ser muito chato se não desse pra fazer nada disso. Puxa, ele tinha de resolver esse problema! Antes de dormir, Gustavo orou: “Deus, o Senhor sabe que eu fiquei muito triste com o que o Zeca fez. Mas também não quero ficar sem o meu amigo. Me ajude a desculpar o que aconteceu e fazer as pazes com ele”. No dia seguinte, na escola, quando Gustavo viu o Zeca, pensou no que tinha pedido a Deus na noite
anterior. Ele foi até o amigo e falou: “Zeca, eu fiquei muito triste com a nossa briga de ontem. Mas eu pensei muito. Deus não quer que a gente fique brigado, porque ontem minha avó leu na Bíblia que as pessoas devem ser amigas. Eu gosto muito de você. Será que podemos fazer as pazes?” Quando Gustavo chegou em casa depois da aula, a mãe notou algo diferente. Ele estava animado e alegre. Por que será?

Reflexão: Estimule as crianças para que contem experiências de desentendimento que tiveram com
amigos ou irmãos. Como resolveram? Ficaram brigados? Fizeram as pazes? Qual foi a orientação dada pela família?
Mostre que as pessoas são diferentes e que pensam diferente. Às vezes não concordamos com algo e
ficamos nervosos. Devemos estar atentos para ouvir, respeitando a individualidade de cada um.

Músicas: “Quão bom e quão maravilhoso”, “Fazendo as pazes”

Trabalho manual: PRESENTE ESPECIAL (sachê de palhaço, boneca, etc.)

Fazer um presente pra ser dado a alguém com quem precisamos fazer as
pazes. O presente poderá ser feito de material reciclável. Aí vai uma sugestão
para você.
Material: sabonete pequeno, papel crepom, papel espelho vermelho,
botões, lã. para o cabelo, fita ou fitilho.
Embrulhe um sabonete pequeno em papel crepom (como se
embrulha uma bala). Cole fita nos cabelos, faça olhos com botões e a
boca pode ser desenhada no papel espelho. Deixe uma alça e amarre
uma fita para pendurar no guarda-roupa.
Atividade extraída e adaptada da revista do/a orientador/a Bem-te-vi 1, O Reino de Deus já está entre nós
– Reino de Deus: quem pode participar?, p.14 e 15, 1992.

Trabalho manual: AMIGOS PARA SEMPRE
Material: Papel (dobradura, sulfite...), tesoura,
material para desenhar e pintar (lápis de cor, canetinhas,
lápis cera, etc.), retalhos de papel colorido ou papel de
presente e lã (opcional).
Atividade: Dobre uma folha de papel ao meio, desenhe uma criança de frente de maneira que uma das mãos fique no limite da dobra do papel. Recorte em volta do desenho com a folha ainda dobrada (menos o local onde está desenhada a mão no limite da dobra do papel, a
fim de que, abrindo a folha, os dois personagens fiquem de mãos dadas). Pinte, recorte e cole os detalhes como rosto e roupas nos dois amigos de mãos dadas. Caso o papel utilizado seja firme, pode-se colar lã nos cabelos e tecido nas roupas.


ATIVIDADES RECREATIVA
  Despertando a estátua
Formação: um grupo.
Organização: O grupo livre numa área para brincadeira.
Desenvolvimento: As crianças ficam livres em um lado da área da atividade e o animador solicita a uma criança para ser a estátua, localizando-a ao centro da área agachada e com os olhos vendados.
As crianças se aproximam, chamando a estátua em voz alta. Ao ser tocada, a estátua desperta e tenta pegar as crianças que a despertaram. As crianças que forem
tocadas farão companhia à estátua, recomeçando a brincadeira até que todas sejam estátuas.
m Voleibol com rede móvel

Formação: dois grupos.
Material: bola de plástico e um elástico.
Organização: Os grupos devem sempre ocupar lados opostos da área de brincadeira. Solicite duas crianças para que, de posse do elástico, movimentem a rede (esticar, encolher, levantar, abaixar, etc.).
Desenvolvimento: Use a dinâmica do jogo de voleibol, com as crianças mandando a bola para o campo adversário. A rede irá mover-se nas diversas direções da área de jogo, variando de tamanho e altura, possibilitando grandes e minúsculas áreas de jogo aos participantes.
Atividade extraída e adaptada do livro de Ricardo Catunda
“Recriando a Recreação”. Editora Sprint.
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